“Sursum Corda
Abemos a domini”.

Isto nos devolve um pedaço da infância.
Não sabíamos o que significava, mas respondíamos na ponta da língua. E nem sabemos se está escrito corretamente!
Não importa!
O importante agora é ter a chance de volta a ser menino.
Moleque do Cristo Rei.
Onde éramos Zequinha, Palito (o Gordo e o Magro), Paulistinha, Barbicha, Sabonete, Sputinik, Brigite, Bolachão, Bolinha, Leitoa, Janota, Pinduca, Espingarda...
Onde éramos iguais sem saber quem éramos. Uma igualdade só possível na infância. Ninguém era importante e todos eram os mais importantes do mundo.
Duvido que algum de nós ao sentir em casa um cheiro de incenso, que nosso filho por misticismo, ou sei lá porque, não nos traga na hora as lembranças de um “Tantum Ergum” desafinado pra valer.
Esta não é a história do Colégio Cristo Rei de Jacarezinho. Não é o resgate de quem lançou a pedra fundamental, de quem foi o arquiteto do prédio, se o dinheiro veio da Alemanha, que ano foi inaugurado.

Nada disso.

É fragmento de nossa história, de cada um de nós, que ainda se lembra...

 
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do blusão branco com gola e punhos em azul, com o CR no peito
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do croque do Pe. Walter
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do dedo indicador com saliva para marcar o bife maior
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da lenda do salitre no feijão (seria lenda?)
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de mortadela frita
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das camisas bacanas de futebol que os padres traziam da Alemanha
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do “cai fora daqui lá dentro” (logo após um repique de lápis na carteira)
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da mesada do fim de semana – meio fichinha prá gastar no barzinho meio grana
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do banho frio (só Quarta e Sábado)
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das meninas do Imaculada
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do “louro” do Fratão
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da fanfarra do Prof. Probst ensaiando no campão
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de aula de D A T I L O G R A F I A com o Teixeira
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do Prof. Tarciso fumando, fumando, fumando, ensinando matemática como poucos – e com a jaqueta de gabardine
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do sanduíche que a gente trazia aos domingos pra comer no cinema do colégio onde o Pe. José Walter contava o filme antes
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da sala de ciências com aquele esqueleto
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do Tulipa puxando o cabelo do lado da orelha
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do saco de roupa do lado da cama
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das quermesses com alto falante e músicas com dedicatórias
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de buscar prendas em casa para a dita quermesse
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do Correio Elegante
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da turma do radinho portátil (capa de couro legítimo)
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das listas de fornecimento da lojinha do Cebolão (inclusive madeira naval para fazer aviãozinho)
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de casinha e forte Apache feito de palito de picolé
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do matinê no Cine Consórcio
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do viveiro embaixo da seringueira
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do Pe. Gilberto jogando água com mangueira na turma que puxava um fumo (no bom sentido) nos banheiros (aqueles mesmo de fazer em pé) logo depois do almoço
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da Lambreta e do Mercedão
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da Maria Japonesa do barzinho
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do sotaque dos padres alemães (não tem um de nós que não imite até hoje)
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do dormitório dos pequenos, dos médios do meio e dos grandes
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a distribuição de cartas após o almoço lá no refeitório
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da lambuzada de graxa de sapato e pasta de dente na última noite de cada semestre com direito a guerra de papel higiênico
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da rivalidade com o Rui Barbosa
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lista dos “presos”
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de escrever mil vezes “Não devo...” (e a gente colava uma caneta na outra)
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a vontade de ficar doente só prá ir a enfermaria não fazer nada e comer melhor
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as fotos do Fratão que nos eternizaram


Então meu irmão, você também que se lembra do seu número (marcado na gola das roupas, no canto das toalha de banho, nos talheres e com pincel atômico nas bolas), com certeza teve saudades nesses longos anos de alguns amigos inesquecíveis...
Que este site que é de cada um ex- aluno do Cristo Rei de qualquer época, seja caminho do reencontro.

Está aberto às hordas de qualquer tempo.

Ajude a achar mais gente. Divulgue. Mande fotos. Conte histórias. Dê idéias. Critique.

E se você já chamou o Príncipe de Piu- piu, é a nossa turma que estamos procurando por saudade de um tempo feliz.

Nosso direito de ser criança está decretado outra vez!


Aleluia!